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Com saída de Bill Gates, Microsoft perde apenas seu garoto-propaganda

Especialistas ouvidos pelo G1 acreditam que pouco muda com sua aposentadoria.
Há tempos o executivo assumiu papel institucional, deixando o comando para Steve Ballmer.

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Bill Gates durante evento em Las Vegas, em janeiro, quando reiterou seu afastamento da Microsoft. (Foto: Divulgação )


Bill Gates, 52, deixou oficialmente o dia-a-dia da Microsoft nesta sexta-feira (27) para se dedicar mais à fundação Bill e Melinda Gates, criada com sua mulher em 2000. Apesar dessa mudança, especialistas ouvidos pelo G1 não acreditam que o afastamento de Gates terá um grande impacto na empresa de software. Gates continuará atuando como presidente do conselho administrativo da empresa. Para isso, uma vez por semana voltará à sede da Microsoft, em Redmond (Washington, EUA).

Mas seu rosto, que se tornou sinônimo da gigante de software, deve se tornar menos freqüente no universo tecnológico. Ele deixará, por exemplo, de fazer o tradicional discurso de abertura da feira CES, realizada sempre em Las Vegas. Também será improvável que suba ao palco novamente para anunciar novidades da empresa, como a próxima versão do Windows, deixando essa tarefa para seu substituto, o diretor-executivo Steve Ballmer.
“A saída dele não deve representar uma grande transformação na Microsoft, porque a cultura da empresa já está consolidada e Bill Gates continuará ligado a ela. Haveria, sim, uma perda se ele deixasse de contribuir com suas idéias, mas não acho que esse será o caso”, afirmou Daniel Couto Gatti, coordenador do curso de Ciência da Computação da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).

Jaci Correa Leite, professor titular do departamento de informática da Fundação Getúlio Vargas (FGV), é da mesma opinião. “Não é mais ele quem manda lá, mas sim Steve Ballmer, que sabe muito bem o que está fazendo. Não vejo uma mudança de rumo significativa na Microsoft, porque há tempos Gates já atua mais como uma figura institucional do que como um comandante. Se eu fosse acionista da empresa, realmente não estaria preocupado”, disse.

Apesar de também acreditar que o impacto será pequeno, Fernando Meirelles, professor titular de informática da FGV, faz uma ressalva. “Ele é uma figura que representa muito a Microsoft, assim como acontece com Steve Jobs e a Apple. Por isso, acho que se a Microsoft tropeçar Gates pode voltar ao comando, como já aconteceu com o seu principal rival algumas vezes”, comparou.

Gabriel Bouys/AFP

Bill Gates durante evento na Califórnia em fevereiro de 2007 (Foto: Gabriel Bouys/AFP)

O próprio Bill Gates não parece achar que sua saída vai afetar a empresa que criou em 1975 com Paul Allen. “Não conheço nenhum caso de aposentadoria que tenha sido tão cuidadosamente pensado”, disse o executivo, que aparece no clube dos homens mais ricos do mundo com US$ 58 bilhões. O processo de transição para dar total controle a Steve Ballmer foi iniciado em 2006, quando Gates anunciou oficialmente sua saída da Microsoft no período de dois anos.

Legado

Nesses mais de 30 anos na frente da Microsoft, Gates “emprestou” seu rosto à empresa e tornou-se sinônimo dela. “Ele virou símbolo da microinformática e está sempre associado à idéia do especialista em tecnologia que deu certo. Isso continuará no consciente coletivo por muito tempo”, acredita Fernando Meirelles, da FGV.

Timothy A. Clary/AFP

Ballmer, líder da Microsoft, se empolga durante as apresentações. (Foto: Timothy A. Clary/AFP)

Silvio Meira, professor titular de engenharia de software do centro de informática da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), diz que o empresário criou a indústria de software como a conhecemos hoje. “Ele tem capacidades técnicas, de negócios e de liderança absolutamente fantásticas. Gates se transformou em um intérprete do mercado de informática, capaz de entender tecnologias emergentes e melhorá-las.”

Na contramão, muitos consideram o executivo a personificação do mal: uma busca no Google por “love [amo] Bill Gates” traz 11,6 mil resultados, enquanto o número mais que dobra, chegando a 24,7 mil, quando se escreve “hate [odeio] Bill Gates”. Silvio Meira afirma que ninguém consegue ter um impacto do tamanho que o executivo teve deixando somente amigos na trilha. E Correa Leite, da FGV, diz que o fato de ele não ser não se defender das críticas deixa aqueles que as fazem ainda mais irritados.

Agora resta esperar para ver como Ballmer se comportará como principal rosto da Microsoft. Se tirarmos como base suas apresentações cheias de entusiasmo, ainda vem muita emoção por aí.

Fonte: G1

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Microsoft e Google travam corrida espacial com telescópios virtuais

WorldWideTelescope da Microsoft vai competir com o já lançado Google Sky.
Serviços permitem que usuários naveguem pelas galáxias no computador.

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Telescópios virtuais usam informações dos telescópios reais (Foto: Divulgação)


Os gigantes tecnológicos Microsoft e Google levarão em breve sua rivalidade para além da internet, até um lugar sem limites: o espaço.

As duas empresas começaram sua corrida espacial particular com dois serviços semelhantes que aproximam galáxias e planetas dos internautas graças a alguns dos mais avançados telescópios e satélites do mundo.

A Microsoft pretende lançar ainda este semestre um serviço chamado WorldWide Telescope, um telescópio virtual que mostrará 1,2 milhão de galáxias — mais de 2 bilhões em um futuro próximo — aos usuários do Windows.

Já a Google apresentou em agosto o Sky, um serviço semelhante a sua ferramenta Google Earth mas com imagens do espaço acessadas diretamente da internet sem necessidade de instalar nenhum programa.

Ambos permitem ao usuário navegar livre e gratuitamente pelos céus e se baseiam em dados fornecidos por telescópios e satélites como o Hubble e o Spitzer Infrared.

“A Microsoft lançará o WorldWide Telescope como uma ferramenta gratuita para a comunidade educativa e astronômica com a esperança de inspirar as pessoas a explorarem e entenderem o Universo como nunca fizeram antes”, afirma o gigante dos softwares.

O projeto é dedicado à memória do cientista americano Jim Gray, membro da Microsoft Research, que faleceu no ano passado enquanto navegava em um veleiro perto de San Francisco.

Como os demais serviços do Google, o Sky é gratuito para o usuário, mas, neste caso, sequer inclui anúncios publicitários — pelo menos por enquanto.

Alinhados com este espírito altruísta, os dois grupos tecnológicos deixaram de lado o belicismo nesta guerra nas estrelas particular e não descartam inclusive uma cooperação no futuro. Segundo o jornal “The Washington Post”, os dois programas poderão ser compatíveis algum dia.

“Se existe uma coisa universal, é o céu e o espaço”, disse Lior Ron, gerente de produto do Google Sky, ao jornal americano.

No entanto, as duas ferramentas apresentam diferenças e são fruto de processos muito diferentes.

O Google Sky nasceu quase como um hobby nos 20% de tempo de trabalho os quais a empresa permite que seus empregados se dediquem a idéias próprias. Algumas delas, como o serviço de e-mail Gmail, se transformaram em grandes sucessos.

O serviço é fácil de utilizar, embora a qualidade das imagens ainda seja melhorável em alguns casos, e os usuários podem inserir informação adicional como ocorre no Google Earth e no Google Maps.

O navegante espacial pode aplicar o zoom sobre as fotos, ouvir podcasts sobre os objetos celestes ou pesquisar dados, como quanto tempo levaria para viajar da Terra a qualquer ponto do universo.

Já o WorldWide Telescope foi desenvolvido por alguns dos principais engenheiros da Microsoft e está orientado tanto aos usuários particulares quanto à comunidade científica.

O grupo estuda lançar, inclusive, uma versão para profissionais.

Uma das principais características do WorldWide Telescope adiantadas pela imprensa americana é que permitirá criar visitas guiadas por determinadas partes do céu.

Os usuários poderão inserir comentários, música e compartilhar estas viagens multimídia com outros fãs da astronomia.

Fonte: G1

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Wii vende 3 vezes mais que PS3 no Japão em março

Entre os portáteis, Sony ultrapassou Nintendo pela 1ª vez em 6 meses.
Xbox 360, da Microsoft, manteve a ‘lanterna’ em ranking de vendas.

Nintendo Wii and Sony PS3

O console de videogame Wii da Nintendo vendeu três vezes mais que o PlayStation 3 da Sony no Japão, em março, mas seu portátil Nintendo DS ficou atrás do PlayStation Portable pela primeira vez em seis meses, segundo dados divulgados pela revista Entebrain nesta sexta-feira (4).

A Nintendo, criadora de personagens populares como Mario e Zelda, vendeu 265.542 unidades do Wii no período de 5 semanas encerrado em 30 de março, contra 81.579 mil unidades do PS3.

O Wii possui um joystick sensível a movimentos que permite aos usuários interagir com a tela movimentando o controle como se fosse uma raquete ou uma espada, por exemplo. O console tem como alvo uma audiência ampla que inclui mulheres e idosos, e não apenas jovens do sexo masculino.

A Sony vendeu 415.415 unidades do PlayStation Portable (PSP) durante o mês passado, acima da venda de 255.124 unidades do Nintendo DS. O jogo de ação “Monster Hunter Freedom 2G”, da Capcom e projetado para PSP, foi o título mais vendido em março, de acordo com a Entebrain.

As vendas do console Xbox 360, da Microsoft,ficaram em 13.127 unidades.

Fonte:G1

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Compra do Yahoo pela Microsoft pode prejudicar a internet, diz Google

Segundo presidente, empresa está preocupada com o livre fluxo de informações na web.
Companhia já havia classificado a operação de compra como ‘perturbadora’.

O Google afirmou nesta segunda-feira (17) que está preocupado com o livre fluxo de informações na internet, caso a Microsoft consiga comprar o Yahoo .

No mês passado, a Microsoft fez uma oferta de compra do Yahoo no valor de US$ 45 bilhões, mas o conselho do Yahoo rejeitou a oferta por considerá-la baixa. No entanto, a gigante dos softwares continua assediando o Yahoo.

“Ficaremos preocupados com qualquer tipo de aquisição do Yahoo pela Microsoft”, afirmou o presidente-executivo do Google, Eric Schmidt. “Esperamos que qualquer coisa a ser feita seja consistente com a abertura da Internet, mas duvido que assim aconteça”, completou.

Schmidt apontou para o histórico da Microsoft e para “as coisas que ela tem feito e que têm gerado dificuldades para todos”, mas não se estendeu no assunto. Anteriormente, a empresa já havia classificado a operação como ‘perturbadora”.

Multa

No ano passado, um tribunal europeu confirmou uma decisão de 2004 em que a Microsoft foi considerada culpada de abuso de poder de mercado na área de sistemas operacionais, e aplicou uma multa de 497 milhões de euros (aproximadamente US$ 695 milhões) contra a empresa.

“Estamos preocupados de que existam coisas que a Microsoft possa fazer e que sejam ruins para a web”, apontou Schmidt.

O presidente-executivo da Microsoft, Steve Ballmer, prometeu este mês que sua empresa ganharia mercado contra o Google em anúncios e buscas na Internet, mesmo que isso seja seu “último suspiro” na empresa.

Em uma pesquisa da Reuters com analistas financeiros, a maioria afirmou acreditar que a Microsoft consiga comprar o Yahoo, mas muitos disseram que esta não seria a melhor forma da empresa usar suas grandes reservas de caixa.

Fonte:G1

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