Michael Jackson tinha doses letais de anestésico no sangue


Dosagem extremamente alta de substâncias levou o rei do pop à morte.
Informações são de documentos policiais revelados nesta segunda (24).

Michael Jackson em setembro de 2001 em Nova York. (Foto: Reuters)

Michael Jackson tinha doses letais de anestésico no sangue quando morreu. De acordo com documentos policiais, foram encontradas altas doses de propofol no corpo do artista e isso causou a sua morte, segundo uma avaliação preliminar dos resultados dos exames toxicológicos feita pelo médico legista Dr. Sathyavagiswaran.

O rei do pop morreu no dia 25 de junho, aos 50 anos, na casa que alugava em Los Angeles, Califórnia.

“O chefe-médico legista de Los Angeles, Dr. Sathyavagiswaran, indicou que reviu os resultados toxicológicos preliminares e sua avaliação preliminar sobre a morte de Jackson indica que resultou de doses letais de propofol (diprivan)”, afirma o termo de um mandado de busca contra Conrad Murray expedido pela Califórnia.

O documento foi divulgado pelo condado de Harris, em Houston, onde Murray tem consultórios que foram alvo de uma operação de busca de provas em 22 de julho.

Segundo informações contidas no documento divulgadas nesta segunda (24) pelo “Los Angeles Times”, o médico do cantor, Conrad Murray, disse aos detetives que ele tratou o astro de insônia por cerca de seis semanas antes de sua morte. Ele estava dando a Michael Jackson 50 miligramas de propofol todas as noites por meio intravenoso.

Murray disse aos investigadores que temia que Jackson se tornasse viciado e começou a tentar afastar o astro das drogas. Ele então diminuiu a dosagem para 25 miligramas e passou a misturar propofol com outras duas substâncias sedativas, lorazepam e midazolam. Em 23 de junho, dois dias antes da morte do cantor, ele deu a Michael essas duas substâncias, sem o propofol.

Na manhã em que Jackson morreu, Murray tentou induzi-lo ao sono sem usar propofol, de acordo com o documento. Ele disse ter ministrado valium à 1h30 e, sem sucesso, deu a ele uma injeção de lorazepam às 2h. Às 3h, quando Michael ainda estava acordado, Murray ministrou uma dose de midazolam.

Ao longo das horas seguintes, Murray disse que deu a Jackson várias drogas até que, às 10h40, ele ministrou 25 miligramas de propofol depois de Jackson ter pedido a droga repetidamente.

Sem dormir

Murray assegurou que Michael Jackson tinha pedido reiteradamente que fosse aplicado esse anestésico. O artista então dormiu e o médico saiu para fazer algumas ligações telefônicas, segundo contou à polícia.

Ao voltar ao quarto, o cantor não respirava e Murray, então, começou a praticar a reanimação cardiopulmonar até a chegada do serviço de emergência. Michael foi levado ao hospital da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), onde foi dado como morto por volta das 14h (locais).

Apesar de Murray ter contado à polícia que ministrava propofol, autoridades disseram não ter conseguido encontrar evidências de que ele tenha comprado, pedido ou obtido a medicação com sua licença médica ou registro no DEA. No entanto, policiais encontraram cerca de oito frascos da droga na casa em que o cantor morreu, junto com outros medicamentos receitados por Dr. Murray, Dr. Arnold Klein e Dr. Allan Metzger.

Outras drogas confiscadas na bucas policial incluem valium, tamsulosin, lorazepam, temazepam, clonazepam, trazodone e tizanidine. Os investigadores também encontraram propofol na bolsa de Conrad Murray. Ele disse aos detetives não ter sido o primeiro médico a dar o poderoso anestésico ao cantor.

Pelo menos dois médicos não-identificados deram propofol a Michael Jackson na Alemanha. Entre março e abril de 2009, Murray disse que chamou de Las Vegas o médico David Adams a pedido do astro para que ele lhe desse o medicamento. Murray disse que ele estava no consultório de um cosmetologista quando Adams usou a substância para sedar o cantor.

Desde que começou a tratar Michael Jackson, Murray disse que perguntou ao popstar inúmeras vezes quem eram os médicos que tratavam dele e quais drogas eram prescritas. Mas o cantor se recusava a dar informações, disse Murray aos investigadores.

Marcas de agulhas

Ele contou ter notado marcas de agulhas nas mãos e nos pés do cantor. Quando perguntou a Jackson sobre elas, o artista rspondeu que tinha tomado um “coquetel” para ajudá-lo. Além de Murray, autoridades intimaram a comparecer em juízo os médicos Arnold Klein, Allan Metzger, David Adams e Mark Tadrissi. Eles também pediram registros do médico David Slavitt, que conduziu o exame em Jackson para o Anschuntz Entertainment Group, o médico Randy Rosen e a enfermeira Cherilyn Lee.

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Fonte: G1

1 comentário

Arquivado em Entretenimento, Música, Notícias

Uma resposta para “Michael Jackson tinha doses letais de anestésico no sangue

  1. Sempre amei Michael Jackson,e quanto mais ele tomava os remedios mais ele se viciava.
    Michael sempre sera o nosso king of pop,ou melhor,o nosso king of Musik.
    Michael eu te amo.
    Y love you,Michael.

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