Arquivo do mês: setembro 2008

Salão do Automóvel do México exibe carro de US$ 1 milhão

Lincoln MKT foi apresentado para a imprensa na Cidade do México.
Evento reuniu outras máquinas e belas modelos.

Ronaldo Schemidt/AFP

Lincoln MKT é apresentado no Salão do Automóvel do México (Foto: Ronaldo Schemidt/AFP)

O carro-conceito Lincoln MKT, um protótipo avaliado em US$ 1 milhão que reúne a esportividade de um crossover e o luxo de um sedã, foi a maior atração da abertura do Salão do Automóvel do México, neste sábado (27), na Cidade do México. O veículo da Ford, que deverá ser comercializado a partir de 2009. Terá motores 3.7 litros com 340 cavalos de potência. Veja abaixo outras atrações do salão:

Ronaldo Schemidt/AFP

O novo Renault Safrane também foi apresentado no salão (Foto: Ronaldo Schemidt/AFP)

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Modelo posa ao lado do carro esportivo Nissan GTR (Foto: Ronaldo Schemidt/AFP)

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A Renault também levou o compacto Sandero para a exibição (Foto: Ronaldo Schemdit/AFP)

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Beldade posa em frente à picape GMC Terra 4 (Foto: Ronaldo Schemidt/AFP)

Fonte: G1

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David Bowie lidera lista dos 100 álbuns ‘mais gays de todos os tempos’

Ranking foi elaborado por revista americana.
Beatles, Björk e Smiths estão na relação.

Reprodução /Reprodução

O álbum “The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders From Mars”, de David Bowie, lidera a lista dos “mais gays”. (Foto: Divulgação)

Nada de Village People, Gloria Gaynor ou George Michael. O autor do álbum “mais gay de todos os tempos” é David Bowie e o clássico “The rise and fall of Ziggy Stardust and the spiders from Mars”, de 1972.

A opinião é do júri convidado pela revista americana “Out” – direcionada para o segmento homossexual – formado por mais de 100 especialistas no assunto, entre eles os cantores Boy George, Cyndi Lauper e Rufus Wainwright. A lista é composta por 100 álbuns da música pop e cada um dos jurados levou em conta um critério pessoal para a escolha.

Veja também:

‘Dancin’ Queen’ do ABBA é a canção mais gay da história

O cantor Boy George, que esta semana se apresentou em São Paulo, foi um dos que elegeu o famoso álbum de Bowie como o “mais gay”. “Num tempo em que tabus sociais e sexuais estavam sendo quebrados, Bowie, como o personagem Ziggy Stardust, criou um mundo onde as possibilidades eram infinitas: você podia ser quem quisesse”, explicou o artista.

Já Perez Hilton, blogueiro que ganhou fama nos Estados Unidos falando com irreverência sobre o mundo das celebridades, votou no disco “The Immaculate Collection”, de Madonna, lançado em 1990. “Esse disco é tão gay quanto a bandeira do arco-íris”, comparou.

As medalhas de prata e de bronze da lista foram respectivamente para os discos “The Smiths” (1984) e “Tracy Chapman” (1988).

Veja o ranking completo:

1. David Bowie, “The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders From Mars” (1972)
2. The Smiths, “The Smiths” (1984)
3. Tracy Chapman, “Tracy Chapman”, (1988)
4. Indigo Girls, “Indigo Girls” (1989)
5. Judy Garland, “Judy at Carnegie Hall” (1961)
6. The Smiths, “The Queen is Dead” (1986)
7. Elton John, “Goodbye Yellow Brick Road” (1973)
8. Madonna, “The Immaculate Collection” (1990)
9. Cyndi Lauper, “She’s So Unusual” (1983)
10. Antony and the Johnsons, “I Am A Bird Now” (2005)
11.Coletânea “Hedwig and the Angry Inch” (2001)
12. The Velvet Underground & Nico, “The Velvet Underground & Nico” (1967)
13. Ani DiFranco, “Dilate” (1996)

Reprodução /Reprodução

Musa gay, Cher aparece na lista com o álbum “Believe”. (Foto: Reprodução)

14. Erasure, “The Innocents” (1988) 15. George Michael, “Faith” (1987)
16. Queen, “A Night at the Opera” (1975)
17. Lou Reed, “Transformer” (1972) 18. George Michael, “Listen Without Prejudice, Vol. I” (1990)
19. The B-52s, “The B-52’s” (1979)
20. Queen, “A Day at the Races” (1976)
21. David Bowie, “Hunky Dory” (1971)
22. The Gossip, “Standing in the Way of Control” (2006)
23. Deee-Lite, “World Clique” (1990)
24. Sylvester, “Living Proof” (1979)
25. k.d. lang, “Ingénue” (1992)
26. Scissor Sisters, “Scissor Sisters” (2004)
27. Eurythmics, “Sweet Dreams (Are Made of This)” (1983)
28. Queen, “The Game” (1980)
29. Pet Shop Boys, “Actually” (1987)
30. Diana Ross, “Diana” (1980)
31. Sarah McLachlan, “Fumbling Towards Ecstacy” (1993)
32. The Smiths, “Meat Is Murder” (1985)
33. The Smiths, “Hatful of Hollow” (1984)
34. Donna Summer, “Bad Girls” (1979)
35. Yaz, “Upstairs at Eric’s” (1982)
36. Madonna, “Erotica” (1992)
37. Blondie, “Parallel Lines” (1978)
38. Dusty Springfield, “Dusty in Memphis” (1969)
39. Laura Nyro and Labelle, “Gonna Take A Miracle” (1971)
40. Pet Shop Boys, “Behavior”, (1990)
41. Melissa Etheridge, “Yes I Am” (1993)
42. ABBA, “Gold” (1992)
43. Prince, “Purple Rain” (1984)
44. Pet Shop Boys, “Very” (1993)
45.Bikini Kill, “Pussy Whipped” (1993)
46. Madonna, “Ray of Light” (1998)
47. The Magnetic Fields, “69 Love Songs” (1999)
48. Cris Williamson, “The Changer and the Changed” (1975)

Reprodução /Reprodução

O cultuado “The Velvet Underground & Nico” também apareceu na lista. (Foto: Reprodução)

49. Patti Smith, “Horses” (1975)
50. Rufus Wainwright, “Poses” (2001)
51. Frankie Goes to Hollywood, “Welcome to the Pleasuredome” (1984)
52. Kate Bush, “Hounds of Love” (1985)
53. Culture Club, “Colour by Numbers” (1983)
54. Tori Amos, “Little Earthquakes” (1992)
55. David Bowie, “Diamond Dogs” (1974)
56. Team Dresch, “Personal Best” (1994)
57. Prince, “Dirty Mind” (1980)
58. Liz Phair, “Exile in Guyville” (1993)
59. Bronski Beat, “The Age of Consent” (1984)
60. R.E.M., “Automatic for the People” (1992)
61. Sleater-Kinney, “Dig Me Out”, (1997)
62. Jeff Buckley, “Grace” (1994)
63. Björk, “Debut” (1993)
64. Patti Smith, “Easter” (1978)
65. Le Tigre, “Le Tigre” (1999)
66. Soft Cell, “Non-Stop Erotic Cabaret” (1981)
67. Hüsker Dü, “Candy Apple Grey” (1986)
68. Nirvana, “Nevermind” (1991)
69. Frances Faye, “Caught in the Act” (1959)
70. Coletânea do espetáculo “Rent”, (1996)
71. Elton John, “Captain Fantastic and the Brown Dirt Cowboy” (1975)
72. Donna Summer, “Once Upon a Time” (1977)
73. Coletânea, “Fame soundtrack” (1980)
74. Michael Jackson, “Off the Wall” (1979)
75. Carole King, “Tapestry” (1971)
76. Ani DiFranco, “Imperfectly” (1992)
77. New Order, “Substance” (1987)
78. Coletânea “The Rocky Horror Picture Show” (1975)
79. T. Rex, “Electric Warrior” (1971)
80. Rufus Wainwright, “Want One” (2003)
81. Scissor Sisters, “Ta-Dah” (2006)
82. Cher, “Believe” (1998)
83. Bette Midler, “The Divine Miss M” (1972)
84. Cyndi Lauper, “True Colors” (1986)
85. Nina Simone, “Anthology” (2003)

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Culture Club, com “Kissing to Be Clever”, foi o 95º colocado da lista. (Foto: Reprodução)

86. Madonna, “Madonna” (1983)
87. Madonna , “Confessions on a Dance Floor” (2005)
88. Hüsker Dü, “Zen Arcade” (1984)
89. Fifth Column, “To Sir With Hate” (1986)
90. Kate Bush, “The Kick Inside” (1978)
91. Grace Jones, “Nightclubbing” (1981)
92. Morrissey, “Viva Hate” (1988)
93. Sade, “Lovers Rock” (2000)
94. Coletânea do espetáculo “Hair”, (1968)
95. Culture Club, “Kissing to Be Clever” (1982)
96. Nick Drake, “Bryter Layter” (1970)
97. Janis Ian, “Between the Lines” (1975)
98. Ferron, “Testimony” (1980)
99. Joni Mitchell, “For the Roses” (1972)
100. The Beatles, “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band” (1967)

Fonte: G1

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Poodle vai parar atrás das grades em Sinop

Três jovens foram apreendidas sem CNH e documento de carro.
Sem terem com quem deixá-lo, levaram o cão para a cela da delegacia.

Adolescentes são apreendidos e levam cachorro junto para a cela em MT (Foto: Reprodução/TV Centro América)

Um cachorro da raça poodle foi parar atrás das grades em Sinop (MT), nesta segunda-feira (15). O animal estava com três adolescentes, que foram detidas por não apresentarem o documento do carro em que estavam e nem Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

A dona do cachorro disse à reportagem da TV Centro América que não
tinha com quem deixar o animal e acabou levando o cachorro para dentro das dependências da delegacia da Polícia Civil. As jovens ficaram em uma cela separada dos adultos.

Segundo informações da polícia, as jovens foram liberadas, algumas horas depois, com a chegada dos responsáveis, que assumiram o compromisso de levá-las posteriormente à Vara da Infância e da Juventude da cidade. O animal voltou para casa.

Fonte: G1

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Adolescente indiana se mata por medo de experiência com o superacelerador

LHC

LHC

Impressionada, menina de 16 anos tomou pesticida na cidade de Bhopal.
No leste da Índia, muitas pessoas acharam que seria o fim do mundo.

Uma adolescente no centro da Índia se suicidou nesta quarta-feira (10) porque ficou traumatizada com as reportagens que diziam que o experimento para recriar o “Big Bang”, na Europa, podiam levar ao fim do mundo, disse o pai da garota.

A moça de 16 anos morava no estado de Madhya Pradesh, bebeu pesticida e foi levada ao hospital, mas logo morreu, segundo a polícia.

Seu pai, identificado pela TV local como Biharilal, disse que a filha, Chayyam, se matou depois de assistir às previsões feitas pela TV indiana.

“Nos últimos dois dias, Chayya perguntou a mim e outros parentes sobre o fim do mundo no dia 10 de setembro”, disse Biharilal, segundo a TV.

“Tentamos distraí-la e dissemos a ela que ela não deveria se preocupar com tais coisas, mas não adiantou”, acrescentou.

Nos últimos dois dias, muitos noticiários indianos discutiram as previsões de que uma enorme máquina de choque de partículas, enterrada abaixo da fronteira entre a Suíça e a França, pudesse trazer o fim do mundo.

Leia também: LHC já está ligado, mas resultados só devem vir para valer em 2009

A máquina foi ligada na quarta-feira. O experimento está sendo descrito pelos cientistas como o maior da história humana.

A máquina faz as partículas se chocarem na tentativa de obter, em escala reduzida, o mesmo fenômeno da teoria do “Big Bang” de criação do universo.

Os cientistas e pesquisadores-chefes da Organização Européia de Pesquisa Nuclear disseram que a experiência é segura. Eles negam as previsões de que o feito poderia criar um buraco negro.

Mas, na Índia, que é profundamente religiosa e supersticiosa, o medo em relação à experiência se espalhou graças à mídia.

No leste da Índia, milhares de pessoas correram aos templos para rezar, enquanto outros saboreavam seus pratos preferidos, à espera do fim do mundo.

Fonte: G1

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LHC já está ligado, mas resultados só devem vir para valer em 2009

Superacelerador passa agora por fase de validação de todos os sistemas.
Expectativa é ter 150 dias para colher dados de física no ano que vem.

O LHC começa a manipular e acelerar prótons hoje, mas os resultados científicos relevantes que o mundo espera não virão do dia para a noite. É certo que grandes descobertas terão de esperar, pelo menos, até 2009.

“Você ligar um acelerador desse porte não é como ligar um aparelho na tomada”, explica Sérgio Novaes, físico da Unesp (Universidade Estadual Paulista) envolvido com o projeto internacional coordenado pelo Cern (Organização Européia para a Pesquisa Nuclear), na Suíça.

Cern

Trabalhador solda peças no interior do túnel do LHC (Foto: Cern)

“Tudo é um processo, que começou 20 anos atrás, no momento em que o LHC começou a ser projetado”, diz o cientista. “Para que se tenha uma idéia, só para resfriar o túnel [por onde passam as partículas] levou dois meses.”

O resfriamento é necessário porque o LHC (Grande Colisor de Hádrons, na sigla inglesa) manipula os prótons por meio de imensos magnetos supercondutores, que exigem temperaturas baixíssimas para operar corretamente.

Grosso modo, o LHC é uma espécie de “rodoanel” para prótons. Um túnel circular de 27 km, localizado sob a fronteira entre a Suíça e a França, ele servirá para acelerar feixes de partículas até 99,99% da velocidade da luz.

Produzindo um feixe de prótons em cada direção, a idéia é colidi-los quando estiverem em máxima velocidade. O impacto é capaz de simular condições próximas às que existiram logo após o Big Bang, gerando um sem-número de partículas elementares.

Nesta quarta-feira, pela primeira vez os cientistas do LHC viram feixes de prótons completando voltas inteiras pelo anel. Mas as primeiras colisões só devem acontecer em no mínimo 60 dias.

“Já devemos conseguir alguma física ao redor de novembro”, diz Harvey Newman, físico do Caltech (Instituto de Tecnologia da Califórnia) envolvido com o LHC. Mas, por alguma física, ele quer dizer a observação de certas partículas — já conhecidas — geradas pelas colisões do novo acelerador.

“Esse processo é muito importante”, conta Novaes, “porque é a partir dele que começamos a usar elementos bem conhecidos da física para entender o desempenho dos novos detectores.”

Como tudo no LHC é novo, os cientistas precisam de tempo para aperfeiçoar suas operações e obter resultados significativos. Espera-se que essa curva de aprendizado comece a se acentuar, em benefício da ciência, a partir de 2009. “Será quando haverá a validação do LHC para altas energias. O planejamento do Cern espera que 2009 tenha 150 dias de tomada de dados de física”, afirma Novaes.

A partir daí que poderão começar as grandes buscas inéditas do novo acelerador, como por exemplo a caça ao famoso bóson de Higgs.

Fonte: G1

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Maior acelerador de partículas do mundo, o LHC, começa a operar nesta quarta

Projeto de pesquisa básica europeu custou mais de 3 bilhões de euros.
Experimentos têm potencial para revolucionar as atuais teorias físicas.

Técnica checa conexões no interior do túnel subterrâneo do LHC (Foto: Cern)

Nesta quarta-feira (10), o maior acelerador de partículas do mundo entrará em operação. A um custo estimado em mais de 3 bilhões de euros, o LHC sondará as entranhas da matéria em busca das respostas que faltam para compreender vários dos mistérios do universo. E a idéia é fazer isso sem destruir o mundo no processo, a despeito de rumores em contrário.

Grosso modo, o LHC é uma espécie de “rodoanel” para prótons, as partículas que caracterizam os elementos existentes no universo. Um túnel circular de 27 km, localizado sob a fronteira entre a Suíça e a França, ele usará poderosíssimos ímãs, construídos com tecnologia de supercondutores, para acelerar feixes de partículas até 99,99% da velocidade da luz. Produzindo um feixe de prótons em cada direção, a idéia é colidi-los quando estiverem em máxima velocidade. O impacto é capaz de simular condições próximas às que existiram logo após o Big Bang, gerando um sem-número de partículas elementares.


A sigla LHC significa Grande Colisor de Hádrons, em inglês. Os hádrons são o nome genérico das partículas que são compostas por quarks, os componentes básicos dos prótons e nêutrons.


Uma forma simples de imaginá-lo é como uma imensa máquina de esmigalhar prótons, colidindo-os uns com os outros. Os caquinhos que emergirem das colisões são as partículas que os cientistas pretendem estudar. E uma, em especial, está na cartinha que todos os físicos do laboratório enviaram a Papai Noel neste ano: o bóson de Higgs.

O nome assusta, e o apelido mais ainda — ele é chamado popularmente como “a partícula de Deus”. Mas, por que, afinal, o bóson de Higgs é tão especial?

Existe uma teoria muito querida pelos físicos de partículas, chamada de modelo padrão. Ela é basicamente uma lista de todas as peças — ou seja, todas as partículas — usadas na confecção de um universo como o nosso. Ela explica como os prótons e os nêutrons são feitos de quarks, e como os elétrons fazem parte de um grupo de partículas chamado de léptons, em que também se incluem os neutrinos, partículas minúsculas de carga neutra. O modelo padrão também explica como funcionam as partículas portadoras de força (como o glúon, responsável por manter estáveis os núcleos atômicos, ou o fóton, que compõe a radiação eletromagnética, popularmente conhecida como luz).

Mas para todo esse imenso “lego” científico funcionar corretamente, os físicos prevêem a existência de uma partícula que explicaria como todas as outras adquirem sua massa. É onde entra o bóson de Higgs. Infelizmente, até agora os cientistas não encontraram nenhum sinal concreto de sua existência. Por maior que fossem os aceleradores de partículas, o Higgs continuava ocultando sua existência. Agora, com a nova jóia da ciência européia, ele não terá mais onde se esconder.

Com uma potência nunca antes vista num acelerador, o LHC quase com certeza encontrará o bóson de Higgs. Ou coisa que o valha.

“Ninguém duvida que a idéia que está por trás do bóson de Higgs esteja correta”, afirma Adriano Natale, físico da Unesp (Universidade Estadual Paulista). “Se o bóson de Higgs, exatamente como foi proposto, não for encontrado, aparecerão outros sinais — partículas — que indicarão o novo caminho a ser seguido. Podemos não achar o bóson de Higgs, mas, seja qual for a física que está por trás, algo vai aparecer, e este algo pode até levar a uma nova revolução na física.”

Aliás, a física bem que anda precisando de uma “nova revolução”.

Em busca da unificação

Hoje, o entendimento do mundo físico se assenta sobre dois pilares. De um lado, há a física quântica, base para todo o modelo padrão da física de partículas. De outro lado, há a teoria da relatividade geral, que explica como funciona a gravidade.

Até aí, tudo certo. Temos duas teorias, cada uma regendo seu próprio domínio de ação, e ambas funcionam muito bem, obrigado, na hora de prever os fenômenos. Qual é o problema? O dilema surge porque há circunstâncias muito especiais no universo que exigem o uso das duas teorias ao mesmo tempo. Aliás, o próprio nascimento do cosmo só pode ser explicado juntando as duas teorias. E aí é que a porca torce o rabo: as equações da relatividade e da física quântica não fazem sentidos, quando usadas juntas para resolver um problema. Começam a aparecer cálculos insolúveis e resultados infinitos — sintomas de que há algo muito errado em uma das duas teorias, ou até em ambas.

Por isso, os cientistas têm uma esperança muito grande de que exista uma teoria maior, mais poderosa, que incluísse tanto o modelo padrão como a relatividade num único conjunto coeso de equações. Só essa nova teoria “de tudo” poderia realmente acabar com os mistérios remanescentes no universo.

A badalada hipótese das supercordas — que prevê que as partículas elementares na verdade seriam cordas estupidamente minúsculas vibrando num espaço com dez dimensões — é hoje a principal candidata a assumir essa função de teoria de tudo.

Só que, até o momento, seus defensores não conseguiram apresentar nenhuma evidência real de que essa maluquice de supercordas e dimensões extra realmente exista. Suas esperanças estarão agora depositadas no LHC. É possível — mas não muito provável — que ele atinja um nível de energia suficiente para revelar a existência de novas dimensões, além das três que costumamos vivenciar no cotidiano.

E, ainda que não chegue lá, o LHC tem boas chances de produzir objetos que emergem diretamente da interação entre a gravidade e o mundo quântico, como miniburacos negros. “Esses possíveis objetos transcendem a relatividade real. Suas propriedades podem dar informações seobre regimes em que a relatividade geral não é mais válida, como, por exemplo, o regime da gravitação quântica”, diz Alberto Saa, pesquisador da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).

Cern

Simulação de como apareceria um miniburaco negro no detector Atlas, do LHC (Foto: Cern)

O acelerador do medo

Ei, mas peraí. Miniburacos negros? Mas os buracos negros não são aqueles objetos terríveis que existem nas profundezas do espaço, engolindo tudo que está ao seu redor, até mesmo a luz? Será que é uma boa idéia criar um miniburaco negro no subsolo terrestre?

A imensa maioria dos físicos diz que não haverá perigo algum. “Esses possíveis buracos negros são microscópicos”, diz Saa. “Uma vez criados, seriam quase imediatamente destruídos, espalhando diversas partículas com padrões muito peculiares. A imagem do buraco negro faminto, devorando impiedosamente tudo ao seu redor, se aplica apenas aos buracos negros astrofísicos, nunca a buracos negros microscópicos.”

Embora os miniburacos negros pareçam ser inofensivos, há uma outra hipótese um pouco mais ameaçadora.

Os vilões dessa vez são chamados de “strangelets”. Seriam partículas de um tipo exótico de matéria que não existe normalmente. O problema é que a teoria diz que, se um strangelet conseguisse tocar o núcleo de um átomo convencional, o átomo seria convertido em strangelet. Ou seja, se o LHC produzir strangelets, alguns físicos dizem que eles poderiam interagir com a matéria normal da Terra e iniciar uma reação em cadeia que consumiria o planeta inteiro.

Muitos e muitos estudos dizem que isso não vai acontecer. Mas como decidir o que fazer, se o risco, embora baixíssimo, envolve a destruição da Terra? Sir Martin Rees, o astrônomo real britânico, escreveu um livro inteiro (“Hora Final”, ou “Our Final Hour”, no original) para alertar sobre experimentos como esse, que, embora com uma probabilidade muito baixa, têm chance de causar resultados catastróficos.

Por isso, há quem esteja muito preocupado. Mas a verdade é que o universo produz eventos muito mais agressivos que o LHC, com supernovas, buracos negros e tudo mais, e ainda estamos aqui para estudá-los e compreendê-los.

A dúvida sobre os perigos do LHC não durará muito. Nesta quarta, ele receberá seu primeiro feixe de prótons. Em breve, serão iniciadas as primeiras colisões com objetivos científicos. E aí, ou os rumores sobre a destruição do mundo se mostrarão completamente infundados, ou ninguém estará aqui para dizer que tinha razão.

Por um punhado de euros

Descartando quaisquer riscos, os cientistas envolvidos com o LHC estão empolgadíssimos. Não é todo dia que se consegue convencer o mundo a investir mais de 3 bilhões de euros em pesquisa básica.

“Esta é uma colaboração internacional a um nível que não temos nas demais atividades humanas”, diz Adriano Natale. “Uma congregação de países e pessoas para a qual é muito difícil atribuir um valor, mas se formos totalmente calculistas, nós temos de contabilizar todo o desenvolvimento tecnológico realizado no Cern, o laboratório que gere o LHC. Temos grandes supercondutores, temos computação sendo desenvolvida para a análise dos resultados etc. O desenvolvimento em computação que o LHC vai gerar certamente irá impactar no desenvolvimento mundial no futuro próximo. E o valor é pequeno, se consideramos o que está sendo gasto em armamentos e em guerras.”

Fonte: G1

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Jornal inglês elege carro da GM o ‘mais feio do mundo’

Pontiac Aztek foi o mais votado no ‘Daily Telegraph’.
Porsche Cayenne e o antigo Ford Ka aparecem ‘bem colocados’.

Pontiac Aztek foi escolhido o carro mais feio do mundo na eleição do ‘Daily Telegraph’ (Foto: Divulgação)

O utilitário esportivo Pontiac Aztek foi eleito o “carro mais feio do mundo” na pesquisa divulgada neste domingo (31) pelo site do jornal inglês Daily Telegraph. A lista contou com 100 modelos de todo o mundo, incluindo a versão anterior do brasileiro Ford Ka (ficou em 12 lugar).

O Pontiac Aztek foi lançado pela General Motors em 2001 como o primeiro crossover de tamanho médio, com motor 3.4 litros V6 e tração nas quatro rodas.

O carro foi fabricado no México com a promessa de ser o “mais versátil do mundo”. Acabou saindo de linha quatro anos depois.

O segundo colocado foi o Fiat Multipla, vendido na Europa nos anos 80 e início da década de 90. Em terceiro lugar na lista aparece o coreano SsangYong Rodius seguido pelo Austin Allegro/Vanden Plas.

Entre os carros de luxo, o Porsche Cayenne foi o mais votado, e aparece em quinto lugar no geral.

Divulgação

Fiat Multipla (no alto, à esquerda), ficou em segundo lugar; o Porsche Cayenne (no alto, à direita) aparece em quinto; o gigante Hummer foi o oitavo e o Crysler PT Cruiser foi o décimo colocado. (Foto: Divulgação)

Veja a lista dos 100 carros mais feios segundo o ‘Daily Telegraph’

1 – Pontiac Aztek
2 – Fiat Multipla
3 – SsangYong Rodius
4 – Austin Allegro/Vanden Plas
5 – Porsche Cayenne
6 – AMC Pacer
7 – Ford Scorpio
8 – Hummer
9 – Austin Princess/Ambassador
10 – Chrysler PT Cruiser
11 – BMW 1-series
12 – Ford Ka (modelo anterior)
13 – Morris Ital
14 – Triumph TR7
15 – Audi Q7
16 – Trabant
17 – Ford Edsel
18 – Nissan Micra
19 – AMC Gremlin
20 – Range Rover

21 – Austin Maxi
22 – Volvo 340/360
23 – Daimler SP250
24 – SsangYong Musso
25 – Morris Marina
26 – MINI Clubman
27 – Toyota Scion XB
28 – Rolls-Royce Phantom
29 – Datsun 120Y
30 – Toyota Yaris Verso
31 – Marcos Mantis
32 – Ford Anglia 105E
33 – Citroën Ami 6/8
34 – Toyota Prius
35 – VW Beetle (Fusca)
36 – Lea-Francis Lynx
37 – Reliant Regal/Robin
38 – Subaru Impreza
39 – Wartburg 353
40 – Ford Corsair
41 – Cadillac Escalade
42 – Tatra T603
43 – Jaguar XJ-S
44 – Vauxhall Viva HA
45 – Hillman Imp
46 – BMW 6-series
47 – Ford Zephyr/Zodiac MkIV
48 – Smart fortwo
49 – Renault Fuego
50 – Chrysler LeBaron
51 – Chevrolet HHR
52 – Skoda Estelle
53 – Moskvich 412
54 – FSO Polonez
55 – Chrysler 300C
56 – Citroën 2CV
57 – Aston Martin Lagonda
58 – Honda Element
59 – Ford Mustang
60 – Saab 95 V4
61 – Renault Twingo
62 – Lada 1200/Fiat 124
63 – BMW X6
64 – Mohs Ostentatienne Opera
65 – Renault Vel Satis
66 – Perodua Kenari
67 – Suzuki X90
68 – Lexus 430SC
69 – Hillman Avenger
70 – Nissan Figaro
71 – Lightburn Zeta Sedan
72 – FSO Syrena
73 – Daf Daffodil
74 – Mini Metro
75 – Alfa Romeo SZ
76 – Yugo 55
77 – Renault 16
78 – Bond Bug
79 – Lamborghini LM002
80 – Ford Consul Classic
81 – Peugeot 308
82 – NSU Prinz IV
83 – Renault 4
84 – Mitsubishi Lancer Evo
85 – Citroën Visa
86 – BMW Z3 Coupé
87 – Leyland P76
88 – Aston Martin Bulldog
89 – Hyundai Pony
90 – Ford Sierra
91 – Mercedes R-class
92 – Rolls-Royce Camargue
93 – VW Touareg
94 – Porsche Boxster
95 – Fiat Doblò
96 – Honda Insight
97 – Bristol Blenheim
98 – BMW 7-series
99 – Subaru B9 Tribeca
100 – Austin-Healey Sprite Mk1

Fonte: G1

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